20/03/2009

Poder Telúrico

em Magia

Poder Telúrico

    

   

Os antigos ancestrais nórdicos adoraram os astros como a morada dos deuses, segundo alguns esotéricos modernos. Os planetas e as constelações eram identificados com os palácios sagrados onde, os Deuses Antigos, habitavam. Isso de acordo com alguns odinistas modernos e que viveram no começo do século passado. Cada morada emanava um poder que influenciava a vida aqui em Midgard, isto é, se assim forem associadas estas moradas com as constelações/planetas no céu.

 

Poder Telúrico é a energia que os astros emanam para as atmosferas e que podem ser controladas pelos seres humanos através de seus “centros de poder”, distribuídos ao longo de seu corpo físico. Essa energia cósmica vinda do céu fica armazenada sobre a superfície de nosso planeta, sob diversos aspectos e elementos. Cada povo possui uma crença diferenciada sobre um tipo de poder mágico que fica armazenado especialmente em alguns elementos da natureza.

  

O Väki é uma denominação lapônica, sugerida ao paganismo nórdico antigo, que se usa para essa energia telúrica que corre no planeta Terra (Midgard) e se concentra nos minerais, terra, água, cristal, ferro, ouro, âmbar, areia, gemas, fogo, e outros elementos especiais da natureza, cujo poder pode ser moldado e trabalhado por criaturas de diversas naturezas, desde os homens aos seres mágicos. Nos mitos nórdicos há a presença dos anões, uma raça élfica encarregada de cuidar e agregar valor aos elementos naturais que estão sob a terra. É possível associar o uso do Väki pelos anões na construção de suas relíquias mágicas. O próprio martelo de Thor era feito de um metal mágico, diferenciado do ordinário.

 

Na Europa germânica, da época da primeira e segunda guerra mundial, este tipo de energia ficou largamente conhecida como o Vrill entre várias sociedades ocultistas da Europa. O nome é derivado de uma raça de criaturas especiais, que segundo Madame Blavastky vive escondida no Himalaia e seu povo possui um controle corporal e espiritual tão sofisticado que consegue controlar os veios telúricos do planeta direcionando essa energia pura para seus objetivos diversos. A isso os homens dão o nome de magia telúrica.

 

Esta nomenclatura, Vrill, foi adotada por esotéricos germânicos de várias sociedades ocultistas da época. Um Mapa do Vrill que corre na Europa foi feito em 1938 pela Sociedade do Pavilhão Luminoso do Vrill e Sociedade Thule, que atuavam indiretamente para a SS de Himmler, a favor do partido nazista, e agindo num foco poderosíssimo de Vrill do Terceiro Reich que é a famosa fortaleza de Ahnenherbe, o quartel general da SS, desejo sumo da Sociedade Thule.

   

Entretanto, o odinismo, que não deseja ser associado com tais organizações criminosas, citadas acima neste texto, consta aqui apenas para conhecimento geral.

 

E plausível que possamos dar uso ao termo Väki para essa energia mágica e tão especial que nosso planeta nos oferece. Em ensejo, ainda que haja esclarecimento que este tipo de culto não fazia parte da senda ancestral, e que os antigos vikings não tinham este tipo de correspondência telúrica entre energias e planetas, em quaisquer de seus conhecimentos astrológicos, podemos estabelecer uma analogia para usos modernos em diversas situações esotéricas do cotidiano. Para tal, é preciso comparar e fazer analogias com outros sistemas astrológicos para que se possa chegar às conclusões mais objetivas.

 

Este tipo de informação não faz parte do tradicionalismo nórdico e, portanto, não podemos ficar aqui especulando maiores correspondência. Isso fica para outro texto.

  

 

Vagner Cruz

 

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